JOÃO BATISTA MANTUANO

No dia 17 de Abril de 1448, em Mântua, cidade da Itália, nasceu Baptista, o carmelita que hoje recordamos. Toda a sua vida prestou grande devoção a Nossa Senhora do Carmo a quem amava com amor profundo e terno. Concluiu, com apenas 15 anos, o seu curso, após o que foi reconhecido por seus professores e mestres como grande humanista, excelente filósofo e exímio poeta. Terminado o curso, resolve entrar na Ordem do Carmo. Com 22 anos era já doutor em Teologia.
Quando alguém o louvava, em vez de se orgulhar apenas repetia aquela frase da Bíblia: «Eu sou um verme». Foi exímio escritor, quer em poesia quer em prosa, sendo conhecido como o «Virgílio cristão». Três dos seus muitos livros cantam os louvores da Virgem Mãe e Senhora do Carmo.

Não se ficou por aqui no seu apostolado, já que era excelente pregador, falando no púlpito, nas aulas, percorrendo cadeias, hospitais e barracas a todos falando das maravilhas de Deus. Por várias vezes se dedicou incansavelmente aos empestados, tanto fora como dentro do convento. Por seis vezes foi escolhido para Vigário Geral da Congregação de Mântua, sendo eleito em 1513 Geral de toda a Ordem do Carmo.
O Papa Leão X convocou-o para assistir ao V Concílio de Latrão. Mas nem todo este prestígio lhe permitiu que a sua vida decorresse em paz, já que seus inimigos, invejosos da sua fama e santidade, muito o fizeram sofrer.
Frei Baptista de Mântua, pregador infatigável, príncipe dos poetas latinos do seu século, exímio escritor, amado de vários papas, cardeais, reis e príncipes, extenuado de trabalhos e penitências retirou-se, finalmente, para a sua cidade de Mântua onde veio a morrer no dia 20 de Março de 1516. O seu corpo ainda hoje se conserva incorrupto. As suas poesias latinas são ainda consideradas obras primas.