Fraternidade e Saúde Pública é o tema da CF-2012

A Campanha da Fraternidade de 2012 tem como tema “Fraternidade e Saúde Pública” e o lema será: “Que a saúde se difunda sobre a terra!” (Eclesiástico 38,8). O objetivo geral da CF-2012 é “refletir sobre a realidade da saúde no Brasil em vista de uma vida saudável, suscitando o espírito fraterno e comunitário das pessoas na atenção aos enfermos e mobilizar por melhoria no sistema público de saúde. Ela está dentro da Quaresma – tempo propício de conversão. A oração, o jejum e a esmola são exercícios oportunos para uma rica experiência com Jesus que passa pelo calvário para chegar à ressurreição. Desde 1964 a CNBB – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – promove a Campanha da Fraternidade como meio evangelizador para viver intensamente o tempo da quaresma.

Com a CF-2012, a Igreja no Brasil deseja sensibilizar a todos sobre a dura realidade de irmãos e irmãs que não têm acesso à assistência de Saúde Pública condizentes com suas necessidades. A conversão pede que as estruturas de morte sejam transformadas. Toda a ação eclesial brota de Jesus e se volta para Ele e para o Reino do Pai.  A CF-2012 visa a saúde integral. Há muito tempo ela vem sendo considerada a principal preocupação e pauta reivindicatória da população brasileira, no campo das políticas públicas. O SUS – Sistema Único de Saúde – inspirado em belos princípios como o da universalidade, cuja proposta é atender a todos, deveria ser modelo para o mundo. No entanto, ele ainda não conseguiu ser implantado em sua totalidade e ainda não atende a contento os que dependem da saúde pública. A Campanha da Fraternidade tem os seguintes objetivos específicos: disseminar o conceito de bem viver e sensibilizar para a prática de hábitos de vida saudável; sensibilizar as pessoas para o serviço aos enfermos, o suprimento de suas necessidades e a integração na comunidade; difundir dados sobre a realidade da saúde no Brasil e seus desafios, como sua estreita relação com os aspectos socioculturais de nossa sociedade; alertar para a importância da organização da Pastoral da Saúde nas comunidades: criar onde não existe e fortalecer onde está incipiente e dinamizá-la onde ela já existe; despertar nas comunidades a discussão sobre a realidade da saúde pública, visando à defesa do SUS e a reivindicação do seu justo financiamento e qualificar a comunidade para acompanhar as ações da gestão pública e exigir a aplicação dos recursos públicos com transparência, especialmente na saúde.