EM MEMÓRIA

FREI ULRICO (HUBERT) GOEVERT, O. CARM.

ulrico

Frei Ulrico Goevert, cujo nome de batismo era Hubert, nasceu no dia 13 de julho de 1902 em Darfled, Alemanha.

Inicialmente pretendia ser engenheiro de mineração, mas seguindo o chamado de Deus, optou por entrar no seminário dos Carmelitas em Bamberg. Ali fez seus estudos de Filosofia e Teologia. Foi ordenado no dia 24 de junho de 1928. Já como seminarista sentia o desejo de ser missionário, ou seja, de pregar a Palavra de Deus, administrar os sacramentos e conduzir muitas pessoas pelos caminhos da salvação numa terra estrangeira. Por isso pensou em ir para a Indonésia, um país asiático de minoria católica e “com muitas almas para converter”.

Porém, o Superior Geral dos Carmelitas o designou para ser mestre de noviços em Pernambuco. Tão logo recebeu a carta-obediência, partiu para o Brasil. Chegou em Recife no dia 1º de março de 1936. Trabalhou no Nordeste brasileiro principalmente como mestre de noviços, capelão de hospitais e Ordens de Terceiras do Carmo. Em 1951 veio para Paranavaí, assumindo a Paróquia São Sebastião, que na época era maior do que a atual diocese. Em 1965 foi transferido para Graciosa como pároco.

Em 1970 voltou para Paranavaí, onde faleceu no dia 26 de outubro de 1983. Está sepultado na cripta da Igreja São Sebastião. Frei Ulrico foi um homem excepcional, sempre animado e empreendedor. Quando se tratava de atingir um objetivo estabelecido, nada o detinha. Era um verdadeiro guerreiro sempre empenhado em conquistar a vitória. Nos primeiros tempos em Paranavaí assumiu como objetivo construir o máximo possível de igrejas e capelas. Quando completou, em 1968, 40 anos de ordenação sacerdotal, disse com orgulho: “Construí nesta região de Paranavaí mais de 40 igrejas e capelas, ou seja, isto dá pelo menos uma para cada ano de sacerdócio.”

No entanto, Frei Ulrico não era só atento às coisas da Igreja e aos afazeres puramente pastorais, mas também às necessidades e dificuldades em geral do seu rebanho. Por isso percebendo o grande número de crianças que não podiam estudar por falta de escolas, fundou em 1952 a Escola Paroquial. Teve grandes dificuldades para arrumar dinheiro para comprar as carteiras e todo o material necessário e principalmente para pagar mensalmente os professores. Estas dificuldades não o detiveram, mas o desafiaram a levar o empreendimento à frente com tenacidade e perseverança. O resultado é que a Escola Paroquial se tornou no glorioso Colégio Nossa Senhora do Carmo.

A sua sensibilidade em relação aos doentes o tornou um zeloso sacerdote no atendimento espiritual aos mesmos. Com entusiasmo levava a comunhão aos enfermos e administrava-lhes o sacramento da Unção dos Enfermos, além de dar-lhes palavras de conforto. Sua preocupação não era só espiritual, mas também social. Tanto é que foi um dos fundadores da Santa Casa de Paranavaí.

Defender a Igreja, defender a verdadeira Doutrina e Nossa Senhora era com ele mesmo. Não tinha medo de enfrentamentos e desmascarava aqueles que atacavam a Igreja ou suas posições doutrinais e sociais. Em suas pregações animava a todos e fazia os católicos sentirem-se orgulhosos por pertencerem à verdadeira Igreja. Foi defensor implacável da moral e dos bons costumes.

No fim da vida em seu testamento espiritual escreveu: “Ó meu Deus, por Maria, a Mãe de Jesus, ofereço a minha vida em favor da Ordem do Carmo e da diocese de Paranavaí”.

Pai-Nosso.... Ave-Maria... Glória ao Pai....

Oração
Ó Deus, glória dos fiéis e vida dos justos, que nos remistes pela morte e ressurreição do vosso Filho, concedei a vosso servo N. que, tendo professado o mistério da nossa ressurreição, mereça alegrar-se na eterna felicidade. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém!

- Que a alma dos fiéis defuntos
- Descansem em paz!