Quais sentimentos estão presentes por trás, quando você diz “Feliz Natal”?
A felicidade passageira que se apaga como bolha de sabão...
Ou na Cidra Cereser se você quiser abrir na companhia de alguém...
No panetone de uma marca qualquer com gosto de Natal.
Nos pacotes que se carregam pela rua com presentes: das Casas Bahia,
Pernambucana, ou Americana, esbarrando em todo mundo...
Nas muitas figuras de um velhinho ridículo, que pega criancinha no colo
para tirar retratos e dar balinhas baratas, para vender de tudo...e ganhar
uns trocados porque o salário está muito baixo.
Talvez o sentimento seja muito bom, de saudades de alguém que já se foi,
ou que mora muito longe e há muito você não vê...
O remorso por não ter sido melhor o ano inteiro, ou de ter esbanjado muito
dinheiro e verificar que tem gente que não tem onde morar e nem o que
comer...
“Noite Feliz” cantada com emoção, num presépio qualquer todo iluminado
e ao lado uma criança esfarrapada dorme com a cabeça apoiada em jornal.
Em Belém lugar do primeiro e verdadeiro presépio, é neste momento palco
de violência e mortes e mais uma vez irmãos matam irmãos.
Senhor vem depressa transformar este mundo, o coração de todo mundo,
tirar a hipocrisia, a ganância, o rancor, colocar em mim, em nós o verdadeiro
amor. Vem fazer de nós irmãos.
Que a Palavra não seja a palavra mentirosa, enganosa dos políticos, da
propaganda, no reino do nosso egoísmo, mas a Palavra de Jesus, Caminho,
Verdade e Vida.
Que a Ceia não seja, a Ceia de Chesters, pernil com abacaxi e de vinho,
vinhos inebriantes de orgulho, da vaidade e de infelicidade...
Mas a Ceia de Jesus, na Eucaristia, que lembra o Reino de Justiça, da
Fraternidade, da Partilha...
Vamos a Belém, na simplicidade, pobreza e humildade, juntamo-nos
Aos pastores, a Maria e a José, junto aos anjos cantemos:
Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens por ele amados.
O céu nos deu o Maior Presente: “O Verbo se fez Carne e habitou
Entre nós!”
A todos vocês prezados leitores, que a “Boa-Notícia da Salvação
lhes tragam a verdadeira Felicidade...
Frei Filomeno dos Santos O.Carm.
(Publicado no Jornal Diário do Noroeste do dia 24/12/2006)